Fernanda Cruz –
Repórter da Agência Brasil
Posteriormente,
serão testados mais 21 pacientes para dez tipos de tumores: cabeça e pescoço,
pulmão, mama, cólon e reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas,
estômago e fígado. Se os resultados se mostrarem positivos, serão incluídos novos
pacientes, até o limite máximo de mil pessoas.
Os testes foram
aprovados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, do Ministério da Saúde. A
Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório oficial da secretaria de
Saúde do estado, forneceu as cápsulas da substância para realização da
pesquisa.
Segundo a
Secretaria de Saúde, o pesquisador aposentado da Universidade de São Paulo
(USP) de São Carlos Gilberto Chierice vai acompanhar todo o processo.
A
fosfoetanolamina sintética foi estudada por Chierice, enquanto ele ainda estava
ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da universidade.
Algumas pessoas tiveram acesso às cápsulas contendo a substância, produzidas
pelo professor, que usaram como medicamento contra o câncer.
Em 2014, a USP
proibiu a produção de qualquer tipo de substância que não tivesse registro,
caso das fosfoetanolamina sintética. Pacientes que faziam uso do medicamento e
disseram notar melhora no quadro de saúde recorrem à Justiça e ganharam o
direito de acesso à droga.
25/07/2016 09h20

Nenhum comentário:
Postar um comentário